O confronto dos médios: Corcel, Monza e Passat

Teste comparativo: Corcel, Monza e Passat
Revista Quatro Rodas nº 285 – Abril de 1984
Reportagem de Emilio Camanzi
Fotos de Claudio Larangeira

Quatro Rodas nº 285 - Comparativo entre Corcel II, Monza e Passat

Os três carros médios 1.6 mais expressivos se parecem no bom desempenho, no consumo e no espaço interno razoáveis. Mas diferem no estilo, na estética. Um ponto fundamental, que pesa muito na hora da escolha do comprador.

Os carros médios, com bom desempenho, consumo e espaço interno razoáveis, têm sido os mais procurados e vendidos, apesar do lançamento e renovação dos pequenos, em geral mais econômicos e menos caros.

Por isso reunimos num teste comparativo três dos mais expressivos médios nacionais, todos com motor 1.6 a álcool: Corcel, Monza e Passat. Como em geral a escolha recai sobre o modelo de duas portas, considerado mais esportivo e seguro, foi com eles que fizemos o teste. Aliás, o fato de o modelo de quatro portas lembrar um táxi também pesa na preferência pelo de duas. De qualquer forma, por causa dessa tendência, as fábricas nem produzem versões de quatro portas de todos os seus modelos.

Mais do que o número de portas, no entanto, a beleza da carroceria é o que mais atrai o consumidor, embora seja óbvio que estética não reflete a qualidade do carro. Em todo caso, o Monza, o de linhas mais modernas e harmoniosas do teste, vem sendo mais vendido do que o Corcel, mais econômico, e do que o Passat, o de melhor desempenho.

Na verdade, não é só por ser mais bonito que o Monza leva a melhor em vendas. Acontece que, na comparação, fica claro que sua beleza apenas complementa um projeto bem mais moderno, em que os itens forma e espaço foram adequadamente combinados.

O fato é que a Ford e a Volkswagen devem tentar modernizar as linhas do Corcel e do Passat, isto é, adequá-las às tendências atuais, eliminando excessos, ressaltos, adornos. Esses, aliás, foram recursos utilizados com frequência no Corcel.

O Corcel foi lançado no Brasil em 1968 e redesenhado inteiramente em 1977, quando  recebeu o nome de Corcel II. A reestilização e as modificações mecânicas significaram, na época, bom trabalho. Apesar da retificação e atualização das linhas, no entanto, o estilo do novo Corcel sempre se revelou um pouco pesado, de forma que esse é um carro aparentemente grande e desajeitado para seus críticos. E está envelhecendo rapidamente. O moderno Escort, ao contrário, tem linhas mais econômicas, sem tantos vincos ou dobras; seu estilo leve é um modelo de simplicidade. O que parece capaz de assegurar-lhe atualidade por mais tempo.

Tal longevidade, de certa forma, favoreceu o Passat, desenhado por Giorgio Giugiaro, estilista italiano que trabalha para a Volkswagen: apesar de lançado em 1973 na Alemanha e em 1974 no Brasil, o Passat não envelheceu tanto quanto seu rival da Ford, e mantém-se razoavelmente atual com suas linhas mais limpas. O que não quer dizer que não tenha de mudar.

Quatro Rodas nº 285 - Comparativo entre Corcel II, Monza e Passat

Tanto é assim que a Volkswagen já lhe modificou a frente duas vezes: na primeira, com dois faróis retangulares (uma boa reestilização); depois, a discutível colocação de quatro faróis, também retangulares. O rebuscamento da segunda modificação, enfatizado por cromados e detalhes da moda, parece destinado a envelhecê-lo rapidamente.

Com novo desenho, Corcel e Passat teriam condições de enfrentar bem o Monza e sustentar o mesmo sucesso dos primeiros anos. Caso contrário, é provável que continuem a perder o interesse dos consumidores, apesar das boas qualidades. Até porque a aparente indiferença das fábricas, apesar da perda de terreno, pode continuar a estimular boatos de que estes carros estão em fim de linha.

O que mudar

Dos três carros testados, há detalhes que devem merecer atenção especial das fábricas.

No Corcel, a Ford não colocou os discos dianteiros de freio autoventilados, o duplo circuito de freio em diagonal e a válvula equalizadora dos freios traseiros, que reduzem o perigo do travamento das rodas traseiras. No entanto, esses são dispositivos utilizados na linha Del Rey, por certo com muito proveito. Como os carros são mecanicamente iguais, não se justifica que um tenha os elementos de segurança adicionais, e o outro, não. Acontece que, quando muito utilizado em alta velocidade, o freio do Corcel começa a perder eficiência por causa do superaquecimento, o que não acontece com o Del Rey.

Quanto ao Monza, o motor 1.6 é equipado com carburador simples. Quem estiver à procura de melhor desempenho tem a opção óbvia do motor 1.8. Mas o rendimento e o consumo do motor 1.6 poderiam ser melhorados, com um carburador de corpo duplo progressivo, como os utilizados no Corcel e no Passat. Ou nos próprios motores GM exportados para equipar os Ascona 1.6, a versão alemã do Monza.

Quatro Rodas nº 285 - Comparativo entre Corcel II, Monza e Passat

No Passat, sente-se a falta da quinta marcha. A Volkswagen, aliás, é a única montadora no Brasil que não equipa seus carros com câmbio de cinco marchas. O carro que testamos estava equipado com o câmbio chamado 3+E, de quatro marchas, com as três últimas mais longas. É um câmbio que pretende substituir o de cinco. E não prejudica muito o desempenho, porque o motor 1.6 utilizado com esse câmbio tem mais torque em rotações mais baixas (toque máximo a 2600 rpm). E o consumo melhora em aproximadamente 10% em relação ao carro equipado com o câmbio comum de quatro marchas.

De qualquer maneira, esse recurso não substitui o câmbio de cinco marchas bem escalonadas, que melhoraria um pouco o desempenho do Passat e reduziria o consumo, principalmente na estrada.

Com estas mudanças técnicas, e mais as de estilo já exigidas por Corcel e Passat, os resultados sem dúvida seriam muito bons. E dificilmente haveria queixas contra os principais carros médios produzidos no Brasil.

Quatro Rodas nº 285 - Comparativo entre Corcel II, Monza e Passat

Consumo e desempenho

O melhor dos três quanto ao consumo foi o Corcel, principalmente na estrada. A 80 km/h reais, a sua marca registrou 12,89 km/l de álcool, contra 11,92 km/l do Monza e 11,80 km/l do Passat.

Com a carga máxima indicada pelo fabricante, rodando também a 80 km/h reais, o Corcel tornou a vencer, mas desta vez a diferença foi menor: 10,92 km/l contra 10,63 km/l do Monza e 10,36 km/l do Passat. É preciso considerar também que o Monza tem maior capacidade de carga: além do motorista de 70 kg em média, mais 405 kg, contra 363 kg do Corcel e 380 kg do Passat.

Na estrada, aliás, o Monza sempre foi um pouco mais econômico do que o Passat. Uma provável consequência da quinta marcha, como a do Corcel, com que se tem melhor rendimento do motor.

Na cidade,  os valores se inverteram, ainda que não significativamente. A vantagem foi do Passat, mesmo porque pouco se usa a quinta marcha no trânsito intenso. Como o Passat é o mais leve dos três, os resultados o favoreceram: 8,65 km/l contra 8,57 km/l do Corcel e 7,92 km/l do Monza, o mais pesado.

O Passat levou vantagem também no desempenho. Mais leve e com motor mais possante (veja em “Fichas técnicas”), foi também o mais rápido. Sua velocidade máxima na pista de testes (média de quatro passagens) atingiu a marca de 156,521 km/h reais, contra 148,453 km/h do Corcel e 147,692 km/h do Monza.

Nas acelerações o Passat também foi o melhor: de 0 a 100 km/h, 15,15 s contra 16,89 s do Corcel e 18,02 s do Monza.

A situação ainda se repetiu nas provas de retomada de velocidade: boa vantagem do Passat, seguido do Corcel e do Monza. Neste caso, além de pesar menos, o Passat teve a vantagem de ser submetido às provas do teste em quarta marcha (embora mais longa), e os outros, em quinta, evidentemente imprópria para as ultrapassagens.

De qualquer forma, para retomadas mais rápidas e seguras, como devem ser as ultrapassagens, é preciso reduzir as marchas.

   

Resultados – Corcel, Monza e Passat

Item Avaliação Passat Corcel Monza
Desempenho O Passat leva vantagem em desempenho. Chegou à máxima de 156,521 km/h (média) e acelerou de 0 a 100 km/h em 15,15 s. O Corcel foi melhor do que o Monza: máxima de 148,453 km/h (também média) contra 147,692 km/h. E acelerou de 0 a 100 km/h em 16,89 s contra 18,02 s do Monza. 6 5 4
Consumo Neste item, o Corcel foi o melhor, principalmente na estrada: fez 12,89 km/l a 80 km/h sem carga, contra 11,92 km/l do Monza e 11,80 km/l do Passat. Na cidade, o Passat ganhou por pouco do Corcel (quase um empate): 8,65 km/l contra 8,57 km/l. O Monza foi pior: 7,92 km/l. 6 6 6
Motor A nota menor, aqui, fica com o Monza. Apesar da concepção moderna, não é o mais econômico nem o que proporciona o melhor desempenho. Um carburador duplo melhoraria o rendimento e o consumo. O do Passat é o que rende mais, enquanto o do Corcel é o mais econômico, o que os equipara. 6 6 5
Câmbio Ainda não dá para entender por que a VW não tem um câmbio de cinco marchas. O 3+E é um recurso intermediário. Com cinco marchas, o desempenho e, principalmente, o consumo seriam melhores. Tanto no Monza como no Corcel são equivalentes, com cinco marchas e boas relações. 6 7 7
Freios Existe certa equivalência nos freios dos três automóveis. Eles param os veículos em espaços normais e sem desvios de trajetória. O pedal do Passat deveria exigir menos esforço. Mas no Corcel não entendemos por que ainda não há discos ventilados como no Del Rey, bem mais eficientes. 6 5 6
Direção No Corcel, volante bem colocado, diâmetro correto, precisa, mas um pouco pesada em manobras. No Monza, volante um pouco baixo, macia (por causa do sistema hidráulico, opcional) mas sem muita precisão em altas velocidades. Do Passat, a melhor: razoavelmente leve e bem precisa em velocidade. 7 6 6
Estabilidade Aqui o Corcel leva desvantagem. Apesar de ser mais firme que nos primeiros modelos, inclina-se mais nas curvas, acentuando a saída de frente, piorando com carga máxima. Monza e Passat têm características parecidas, mas dão mais segurança e sentem menos o aumento de peso. 7 6 7
Suspensão Vantagem do Passat. Apesar de mais firme, não transmite barulho à carroceria, pelo menos nova, dando conforto e segurança. No Corcel, é macia demais, prejudicando o conforto e estabilidade em estradas sinuosas. No Monza foi recalibrada (amaciada) e agora se inclina bem em curvas fechadas. 7 6 6
Estilo O Monza é o que leva toda a vantagem em estilo, por ser o mais moderno. Em seguida vem o Passat que, apesar do rejuvenesciento da nova frente, está precisando de modificações mais profundas. O Corcel é o mais pesado de linhas e precisa ser modificado urgentemente, pois está ficando velho depressa. 5 4 7
Acabamento Neste item houve empate. Os três automóveis merecem a mesma nota, pois têm acabamento muito bem feito. E do acabamento é que depende muito a preferência do consumidor. Assim, tanto as partes de plástico como as junções externas das chapas e arremates internos são bem feitos. 7 7 7
Conforto Não fosse pela suspensão macia demais, o que cansa em viagens longas, o Corcel teria a mesma nota do Monza e do Passat. No resto se igualam, com espaço suficiente para quatro pessoas, boa renovação de ar e a possibilidade de levar um terceiro passageiro (sem conforto) no banco de trás. 7 6 7
Nível de ruído Novamente empate entre os três automóveis. Há relativo silêncio, principalmente em asfalto liso, quando a boa forração anti-ruído impede que o ronco do motor incomode, mesmo quando acelerado forte. Em pisos irregulares o barulho aumenta, mas nada que chegue a incomodar. 7 7 7
Posição do motorista Vantagem do Passat; equipado com ótimo banco opcional Recaro, regulável até em altura com que qualquer pessoa pode se acomodar muito bem. No Corcel o banco segura melhor que no Monza nas curvas, mas o carro da General Motors tem comandos mais bem posicionados. 8 6 6
Instrumentos Aqui o nivelamento é por baixo. Nos três automóveis a quantidade de instrumentos é igual, o mínimo indispensável, apenas com relógio de horas a mais. Todos são bem legíveis e fáceis de identificar, mas deveriam ter também um conta-giros para controlar melhor o motor e, consequentemente, o consumo. 5 5 5
Porta-malas A vantagem é do Monza que tem três portas, apesar de nosso critério levar em conta apenas a capacidade do porta-malas com o carro com cinco passageiros, mas até o teto. Nessas condições, pode levar 448 litros. A capacidade do Passat, 362 litros, e do Corcel, 380 litros, também é boa para a categoria dos carros. 4 4 5

  

Aceleração
  Corcel Monza Passat
Variação de velocidade Tempo (segundos) Marchas usadas Tempo (segundos) Marchas usadas Tempo (segundos) Marchas usadas
0 – 40 km/h 3,67 3,64 3,34
0 – 60 km/h 6,76 1ª/2ª 6,99 1ª/2ª 6,56 1ª/2ª
0 – 80 km/h 10,67 1ª/2ª/3ª 11,50 1ª/2ª/3ª 9,94 1ª/2ª
0 – 100 km/h 16,89 1ª/2ª/3ª 18,02 1ª/2ª/3ª 15,15 1ª/2ª/3ª
0 – 120 km/h 27,06 1ª/2ª/3ª/4ª 28,64 1ª/2ª/3ª/4ª 22,59 1ª/2ª/3ª
0 – 140 km/h 42,76 1ª/2ª/3ª/4ª 34,44 1ª/2ª/3ª
0 – 500 m 23,37 23,71 22,53
0 – 1000 m 37,65 38,31 36,08

 

Retomada de velocidade
  Corcel Monza Passat
Variação de velocidade Tempo (segundos) Marcha usada Tempo (segundos) Marcha usada Tempo (segundos) Marcha usada
40 – 60 km/h 10,97 11,34 8,81
40 – 80 km/h 21,07 22,40 17,93
40 – 100 km/h 32,08 34,80 26,06
40 – 120 km/h 44,59 48,56 36,74
40 km/h – 1000 m 44,19 45,26 41,22

 

Consumo a velocidades constantes
  Corcel Monza Passat
Velocidade Km/l Marcha usada Km/l Marcha usada Km/l Marcha usada
40 km/h 14,74 14,24 14,32
60 km/h 14,32 12,97 12,31
80 km/h 12,43 11,47 11,57
100 km/h 10,49 9,62 8,78
120 km/h 8,90 8,07 7,26
40 km/h 13,58 12,92 11,85

 

Consumo médio (km/l)
  Corcel Monza Passat
Na cidade 8,57 7,92 8,65
Na estrada a 80 km/h carregado 10,92 10,63 10,36
Na estrada a 80 km/h vazio 12,89 11,92 11,80

 

Velocidade máxima (km/h)
  Corcel Monza Passat
Média de 4 passagens 148,453 147,692 156,521
Melhor passagem 149,377 148,148 157,521

 

Espaços de frenagem (metros)
Velocidade Corcel Monza Passat
40 km/h 8,90 8,60 8,90
60 km/h 20,65 18,90 20,20
80 km/h 34,90 33,10 36,10
100 km/h 49,50 49,90 51,90
120 km/h 70,80 71,10 74,20
60 km/h (freio de mão) 43,80 45,90 44,30

 

   

Ficha técnica – Corcel II L

Motor – Dianteiro, longitudinal, de quatro cilindros em linha, refrigerado a água. Comando de válvulas lateral, válvulas de admissão e escapamento no cabeçote. Alimentação por um carburador de corpo duplo e fluxo descendente; a álcool.
Diâmetro e curso – 76,9 x 83,5 mm
Cilindrada total – 1.555 cm³
Taxa de compressão – 12,0:1
Potência máxima – 73 cv (53,7 kW) ABNT a 5.200 rpm
Torque máximo – 11,9 mkgf (116,2 Nm) ABNT a 3.600 rpm
Relações de marcha – 1ª) 3,12:1; 2ª) 1,91:1; 3ª) 1,27:1; 4ª) 0,95:1; 5ª) 0,75:1; ré) 3,62:1; diferencial, 3,84:1. Tração dianteira.
Carroceria – Sedã, duas portas, cinco lugares, estrutura monobloco
Suspensão dianteira – Independente, com braços inferiores triangulares, braços simples superiores, braços tensores diagonais, barra estabilizadora, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos.
Suspensão traseira – Eixo rígido com braços tensores longitudinais, um braço triangular superior e dois simples inferiores, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.
Freios – A disco nas rodas dianteiras e a tambor nas rodas traseiras, com servofreio.
Direção – Mecânica, de pinhão e cremalheira.
Dimensões externas – Comprimento, 452,2 cm; largura, 166,0 cm; altura, 134,4 cm; distância entre eixos, 243,8 cm; bitola dianteira, 136,7 cm; bitola traseira, 133,3 cm; altura mínima do solo, 13,0 cm.
Rodas – Aro 13 x tala 5 polegadas, de aço.
Pneus – 185/70 SR 13
Capacidade do tanque – 57 litros
Peso do carro testado – 963 kg
Preço do carro testado – Cr$ 8.691.149,00 em março de 1984

 

Ficha técnica – Monza SL/E

Motor – Dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha, refrigerado a água. Comando de válvulas e válvulas de admissão e escapamento no cabeçote. Alimentação por um carburador de corpo simples e fluxo descendente; a álcool.
Diâmetro e curso – 80,0 x 79,5 mm
Cilindrada total – 1.598 cm³
Taxa de compressão – 12,0:1
Potência máxima – 72 cv (53,0 kW) ABNT a 5.200 rpm
Torque máximo – 12,6 mkgf (123,5 Nm) ABNT a 2.600 rpm
Relações de marcha – 1ª) 3,42:1; 2ª) 1,95:1; 3ª) 1,28:1; 4ª) 0,89:1; 5ª) 0,71:1; ré) 3,33:1; diferencial, 4,19:1. Tração dianteira.
Carroceria – Sedã, três portas, cinco lugares, estrutura monobloco
Suspensão dianteira – Independente McPherson, com braços inferiores transversais, barra estabilizadora, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos.
Suspensão traseira – Semi-independente, com eixo trabalhando em torção, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.
Freios – A disco nas rodas dianteiras e a tambor nas rodas traseiras, com servofreio.
Direção – Hidráulica, de pinhão e cremalheira.
Dimensões externas – Comprimento, 424,2 cm; largura, 166,8 cm; altura, 134,8 cm; distância entre eixos, 257,4 cm; bitola dianteira, 140,6 cm; bitola traseira, 140,6 cm; altura mínima do solo, 14,8 cm.
Rodas – Aro 13 x tala 5,5 polegadas, de liga leve.
Pneus – 185/70 SR 13
Capacidade do tanque – 61 litros
Peso do carro testado – 1.040 kg
Preço do carro testado – Cr$ 8.856.150,00 em março de 1984

 

Ficha técnica – Passat LS Village

Motor – Dianteiro, longitudinal, de quatro cilindros em linha, refrigerado a água. Comando de válvulas e válvulas de admissão e escapamento no cabeçote. Alimentação por um carburador de corpo duplo e fluxo descendente; a álcool.
Diâmetro e curso – 79,5 x 80,0 mm
Cilindrada total – 1.588 cm³
Taxa de compressão – 12,0:1
Potência máxima – 81 cv (59,6 kW) ABNT a 5.200 rpm
Torque máximo – 12,8 mkgf (125,5 Nm) ABNT a 2.600 rpm
Relações de marcha – 1ª) 3,45:1; 2ª) 1,78:1; 3ª) 1,07:1; 4ª) 0,78:1; diferencial, 4,11:1. Tração dianteira.
Carroceria – Sedã, duas portas, cinco lugares, estrutura monobloco
Suspensão dianteira – Independente, McPherson, com braços inferiores triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora.
Suspensão traseira – Eixo rígido com braços tensores longitudinais, barra diagonal Panhard, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.
Freios – A disco nas rodas dianteiras e a tambor nas rodas traseiras, com servofreio.
Direção – Mecânica, de pinhão e cremalheira.
Dimensões externas – Comprimento, 429 cm; largura, 160,0 cm; altura, 135,5 cm; distância entre eixos, 247,0 cm; bitola dianteira, 134,0 cm; bitola traseira, 134,2 cm; altura mínima do solo, 13,0 cm.
Rodas – Aro 13 x tala 5 polegadas, de liga leve.
Pneus – 175/70 SR 13
Capacidade do tanque – 60 litros
Peso do carro testado – 910 kg
Preço do carro testado – Cr$ 9.207.607,00 em março de 1984

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