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Passat Besouro

Passat Besouro
* O texto a seguir foi originalmente feito para a matéria Peruas e Picapes Passat “Made in Brazil”, em parceria com Alexander Gromow e Hugo Bueno para o Autoentusiastas.

 

O Passat Besouro, nome não oficial, foi anunciado ao público em setembro de 1977. O modelo era uma versão “camioneta” do Passat, como se dizia na época, desenvolvida pela concessionária Besouro. A concessionária, então VW, se localiza até hoje na Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro, e desde meados dos anos 90 passou a trabalhar com a Ford.

A novidade foi apresentada nos jornais da época, através de pequenas notas e pelo menos um anúncio publicitário. Curiosamente, não havia um nome de batismo para o modelo. Na edição de O Globo de quinta-feira, dia 1º de setembro de 1977, página 39, na coluna AUTO MOTO, assinada por Fernando Mariano, havia a nota “Revendedor lança camioneta Passat”, reproduzida abaixo:

Nota no jornal O Globo, no dia 01/09/77, sobre a perua produzida pela revenda Besouro Veículos.

A transformação foi realizada utilizando diversas partes de outros modelos da própria Volkswagen, como o vidro lateral traseiro da Variant II e a tampa do porta-malas traseiro do Brasília, que podem ser vistos na imagem de abertura desta matéria.

O visual, principalmente da traseira, não tinha a harmonia como uma de suas qualidades. No lugar do objetivo normal desse tipo de veículo, de aproveitar o maior espaço interno para levar bagagem ou carga, o Passat Besouro mirava um público que procurava um modelo diferente. Por isso, o visual tinha apelo esportivo, com rodas de magnésio, teto solar de lona, para-brisa degradê, ausência de cromados nos frisos dos vidros, retrovisores e para-choques (que recebiam os frisos de borracha dos TS e LSE), além da frente de 4 faróis. Nas laterais, frisos Silvatrim, de desenho semelhante ao utilizado meses depois na série especial 4M e posteriormente na linha 1979.

A perua feita pela Besouro Veículos utilizava grande e faróis dos Passat TS.

Segundo um dos diretores da concessionária na época, o carro custaria cerca de Cr$ 160.000. Para efeito comparativo, por este valor era possível comprar praticamente dois Passat L zero-quilômetro, que tinham preço de tabela de Cr$ 81.737,00, conforme publicado na revista Autoesporte de novembro de 1977. O modelo mais caro da Volkswagen naquela época, o recém-lançado Passat LSE, com todos os opcionais disponíveis, era de Cr$ 123.349,00. O alto valor desta transformação na época confirma o objetivo de ser algo direcionado a um consumidor de alto poder aquisitivo e que desejava um carro exclusivo.

O próprio anúncio publicitário encontrado, que exalta o know how da empresa não apenas com a Volkswagen, mas também com a Porsche e Puma, demonstra bem isso:

Anúncio publicado no Jornal do Brasil em setembro de 1977: não há qualquer menção ao nome do modelo.

 

Não há qualquer informação sobre os números de produção ou mesmo se alguma unidade além da que aparece nestas imagens foi, de fato, encomendada. Há relatos de um exemplar visto ainda na primeira metade dos anos 80 nas redondezas da concessionária Besouro, com um funcionário dela ao volante, porém sem a confirmação de ser a mesma unidade que vemos nesta matéria.

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